segunda-feira, 11 de julho de 2011

O sol brilha mais forte.


Águias voam por entre as nuvens carregadas com a chuva que aqui embaixo cai, voam por entre os raios que cismam em explodir. Mas elas sabem que por cima disso tudo, o sol brilha mais forte.               
Plantas imploram o fim de seu ciclo rotineiro, imploram o fim da tempestade para serem apenas a base de toda uma vida. Esperam apenas que a água não seja suficiente para crerem que seus papeis não serão mais cumpridos. Mas elas sabem que acima de toda água que desce do céu existe mais um sol que brilha mais forte.
Crianças choram olhando a escuridão rezam e pedem o fim do tormento que é a vida sem um sol para brilhar mais forte.
Multidões ligam as luzes em pleno dia, enquanto o que mais queriam era ter os interruptores desligados e um sol brilhante no céu.
Mais que essa metáfora pode transparecer, o meu sol brilha, brilha a todos os momentos em que a sensação de amor fala mais alto que a própria distância. Brilha pelo simples fato da existência de uma pessoa, que pra mim é mais que uma águia, mais que uma planta e mais que uma criança, é minha base.
Indiscutível. Irmãs nascem pelo amor existente entre nossos pais, mas a minha, a minha irmã representa muito mais que amor, representa vida, razão e fé. Afinal, são vitais para a existência de qualquer um. E mais importante que essa tal “existência alheia”, sem esta pessoa que vive em meu coração e o faz bater, eu não seria metade do que sou, ou não estaria aqui para poder agradecer pelo simples fato de poder amá-la e ser amada.
Isso é o que eu chamo de amor. Um amor eterno, simples e insubstituível. Amor que somente uma pessoa no mundo sempre terá de mim, pessoa que é mais que uma irmã, é a minha irmã. Porque no fim das contas,  “amor igual ao teu, eu nunca mais terei”.

Para Bárbara, 11/07/2011