quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Aquele amor inexplicável, sabe?

Um dia tive que entender, é incontestável sua falta e insuportável a sua ausência. Sinto falta de cada minuto, cada segundo ao seu lado. E se eu pudesse viver um momento pra sempre, escolheria algum que estivesse com você, pois não importa o resto, é simplesmente o resto.
Ausência e presença, não são meros detalhes; 500 quilômetros não é uma pequena distância; Um telefonema não diz mais que um abraço; Uma carta não consegue dizer o quanto eu te amo, nunca dirá; Um presente é apenas uma lembrança; Um aniversário é apenas mais idade; Mas você, você é muito mais que uma irmã, muito mais que um exemplo, muito mais que saudade, muito mais que qualquer "muito mais" escrito ou dito!
Vamos lá, jornalista... A questão toda aqui é apenas o artigo, ele muda uma frase toda e mostra exatamente o que eu quero dizer. UMA irmã é pouco, minha irmã é A irmã e ponto final!
Blábláblá... Não preciso dizer mais nada, afinal quem não sabe que eu te amo incondicionalmente? Então, nada disso é novidade, mas é preciso constar, não?! Mas além de repetir tudo que eu sempre digo, quero te desejar um FELIZ ANIVESÁRIO (sem perder a piada: tá ficando velha-aa) e que você continue sendo essa pessoa maravilhosa. E como eu sou uma boa irmã e quero o melhor pra você, desejo muitas e muitas horas extras pra você conseguir se sustentar enquanto eu não me formo, porque depois, depois você sabe, né?
EU TE AMO PARA TODO O SEMPRE! 

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O sol brilha mais forte.


Águias voam por entre as nuvens carregadas com a chuva que aqui embaixo cai, voam por entre os raios que cismam em explodir. Mas elas sabem que por cima disso tudo, o sol brilha mais forte.               
Plantas imploram o fim de seu ciclo rotineiro, imploram o fim da tempestade para serem apenas a base de toda uma vida. Esperam apenas que a água não seja suficiente para crerem que seus papeis não serão mais cumpridos. Mas elas sabem que acima de toda água que desce do céu existe mais um sol que brilha mais forte.
Crianças choram olhando a escuridão rezam e pedem o fim do tormento que é a vida sem um sol para brilhar mais forte.
Multidões ligam as luzes em pleno dia, enquanto o que mais queriam era ter os interruptores desligados e um sol brilhante no céu.
Mais que essa metáfora pode transparecer, o meu sol brilha, brilha a todos os momentos em que a sensação de amor fala mais alto que a própria distância. Brilha pelo simples fato da existência de uma pessoa, que pra mim é mais que uma águia, mais que uma planta e mais que uma criança, é minha base.
Indiscutível. Irmãs nascem pelo amor existente entre nossos pais, mas a minha, a minha irmã representa muito mais que amor, representa vida, razão e fé. Afinal, são vitais para a existência de qualquer um. E mais importante que essa tal “existência alheia”, sem esta pessoa que vive em meu coração e o faz bater, eu não seria metade do que sou, ou não estaria aqui para poder agradecer pelo simples fato de poder amá-la e ser amada.
Isso é o que eu chamo de amor. Um amor eterno, simples e insubstituível. Amor que somente uma pessoa no mundo sempre terá de mim, pessoa que é mais que uma irmã, é a minha irmã. Porque no fim das contas,  “amor igual ao teu, eu nunca mais terei”.

Para Bárbara, 11/07/2011

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Dúvidas



         O que pensar quando lembramos o que passou? "foi bom, passou, eu faria tudo outra vez" ?  Seria um bom subterfúgio para os erros que cometemos e, mal ou bem, sabemos que cometemos.
         É mais fácil pensar que o passado não volta, fato, mas as atitudes no presente podem ser mudadas. Afinal, quem nunca ouviu a frase "é errando que se aprende" ? Indiscutível, mas nem sempre aceitável.
         Erros, acertos e dúvidas: presentes constantemente numa vida difícil, batalhada (e porque não REconquistada?). Diante de erros que cometi, penso que posso melhorar. Diante de acertos, penso mais uma vez que ainda posso fazer melhor. E diante de dúvidas, penso que não sei mais o que é certo ou errado, mas continuo a pensar que há um caminho melhor a seguir.
         E frente a tantas dúvidas que me ocorreram ao longo de minha vida (que pode não ser tão longa assim, mas tem história), percebo que estas dividem sim nossos sentimentos, apertam nosso coração, e às vezes nos levam a loucura. Mas o que seria de nossas vidas se não tivéssemos o livre arbítrio para fazermos nossas escolhas? Dúvidas são cruéis, porém são bifurcações em nossos caminhos, em que devemos escolher o lado a seguir, e seguir sempre prestando atenção nos rumos que nos proporcione mais escolhas, e consequentemente, mais dúvidas.
         Aprender a conviver com elas não é fácil, ao contrário, caso alguém saiba, peço que me ensine. Mas se errar é um caminho e acertar, outro, é a dúvida que possibilita a escolha entre eles.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Memórias de um sonho


Alguém algum dia já se imaginou universitário? Pra mim, a reposta é obvia, NÃO. Pois é, um sonho almejado por tantos, batalhado por muitos e conquistados por poucos. Modéstia parte, entrar numa federal não é pra qualquer um, além do mais, conquista apenas aqueles que realmente se esforçam e tem competência para tal. Não que eu me ache uma intelectual ou algo do gênero, ao contrário, admiro ao extremo os que passam para direito, medicina e cursos superlotados, afinal, quem hoje em dia não precisa de um bom médico ou um advogado?
É que além de me sentir leve, com menos uma missão a cumprir, sinto-me feliz, pois vejo que os que passaram horas, dias, meses batalhando ao meu lado, chegaram ao mesmo destino que eu, a universidade. Vejo que realizamos um sonho, alcançamos uma meta, que nos rendeu um ano inteiro de pura dedicação e abdicação dos pecados da adolescência. É claro que algumas horas foram exclusivas para descontração, mas qual sentido teria o perdão se não fosse o pecado? Fizemos jus apenas dos dois lados de nossa mortal existência.
O fim do ano que se foi representa muito mais do que desejar feliz 2011 e fazer promessas, que em particular quase nunca são cumpridas, representa um novo estágio na vida de cada um.  O fim do ensino médio, pra muitos a maioridade (pra mim há seis meses), a retomada aos devaneios noturnos, o aparecimento de incríveis horas para dedicarmos apenas à beleza, que por mais que seja um novo pecado, nada melhor que um pouco de vaidade, à volta ao convívio social e por mais que tenha nos rendido boas lembranças, nada melhor do que pensar em não voltar para escola, mas desta vez não por um ou dois meses, mas pra sempre.
            É, literatura não aprendi muito, mas sei que o Barroco como escola literária foi extinto, porém suas perspectivas e definições perpetuaram. Frase clássica: “o que seria do azul se não fosse o amarelo, ou do branco se não fosse o preto?”. O pecado só existe por causa do perdão, ou o perdão pelo pecado, essa discussão vai muito além do que posso transformar em palavras, afinal, quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?, mas não é ai meu foco, pois independente da ordem, o bem só existe pelo mal. Não me refiro a religião, de forma alguma, tenho minhas crenças e respeito as de cada um, refiro-me a ambigüidade das coisas, relações e situações. Tentando esclarecer, nada disso seria possível, nenhuma alegria estaria presente se não fosse os incríveis 365 dias mais longos e cansativos da minha vida.
            Lutar foi preciso, desistir sempre foi uma das opções, mas a força foi maior o tempo todo, a ponto de tornar essa opção inválida diante de um sonho, um sonho que por muito tempo não passou de mera imaginação, desejo, mas que agora se materializou e fez com que, pelo menos eu, entendesse que por merecimento se chega longe. Assim, agradeço todos os dias por ter merecido estar tão feliz, repondo os dias em que não fui pecadora, apenas esperando o fim de mais uma meta. Pois daqui pra frente, metas serão traçadas, e sejam elas cumpridas ou não, estarei muito feliz, pois sei o que é preciso para conquistá-las, e caso não alcance todas, agradecerei do mesmo jeito, afinal, o que seria do certo se não houvesse o errado?

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Só minha

Como não posso ser (sua) única, tento estar nos extremos, ou em primeiro ou em último. Ser a primeira já não me foi possível, desde então procuro sempre ser a última.
Possessão? Talvez!  Mas acho que a questão mais significativa aqui é a exclusividade. Como não tenho tudo, pego a primeira parte, dizem que é a melhor, mas a última também me serve. Sabe aquela superstição: "não dê o primeiro nem o último biscoito, estes são seus,  não deixe que roubem seu namorado e sua felicidade" ?  Pois é, para mim, a felicidade é a mais importante, posso ver isto agora, e esta é a razão para querer ser a última.
Falta de caráter... Pra mim não é ter infidelidade (mesmo que ele a tenha), claro que não. Nem todos são fiéis o tempo todo, e por isso existe o pecado, e graças a Deus, o perdão. Mas ter o caráter é saber o que quer, deixar isso claro e tentar ao máximo não ferir alguém para conquistar sua felicidade. Pensa, basta apenas guardar o último biscoito.
Caráter é assumir as consequências, mesmo quando as suas atitudes não foram as mais corretas, ou foram as mais erradas. Falta de caráter é enganar, iludir, mentir e pior, com todos ao seu redor ao mesmo tempo. E a história do perdão? Ainda é valida? Perdoar é preciso, mas será que retira a mágoa e a tristeza causadas?
E então, uma enorme dúvida me aparece e , mantendo sempre a minha honestidade e o meu caráter (mesmo que, definitivamente, não sejam recíprocos), pergunto: e agora? Ser a última e comer o último biscoito é ter pra mim a minha felicidade,  ou  entregá-la para alguém que não sabe o que é tê-la?  Muito bom, aquele que um dia mentiu e esnobou ainda tem a incrível capacidade de roubar horas do meu dia. Mas o biscoito, o último biscoito, não dou a ninguém.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Só isso

O pior não é aceitar que já não há mais um futuro, mas sim pensar que o passado acabou e o presente já não pode mudar isto. Sumir é ser covarde, sou covarde ao não querer te ver e hipócrita ao dizer que não, não sinto mais nada. Mas será que as palavras ainda dizem mais que o coração? Ser forte não é chorar escondido e sorrir na sua presença, é apenas tentar ser forte, tentar enganar e tirar você da cabeça quando insiste em não sair do coração, é fingir jogar um jogo de paciência em que no final tudo volta ao seu lugar. Parece autêntico, verdadeiro, mas são palavras, apenas palavras. Palavras que não dizem, não expressam, não amam, nunca vão amar, eu posso dizer ao mundo que te odeio, seria a maior mentirosa, mas poderia. Para que mentir com as palavras se o sentimento não diminui com isto? Não faz sentido. Se fosse real, eu passaria as noites escrevendo tudo que poderia acontecer ou o que eu poderia sentir, mas ao invés disso, passo essas noites, pensando, pensando em como seria se você estivesse aqui, como seria se você ainda fosse meu, só meu. Ou até mesmo como seria se eu não tivesse te conhecido, e definitivamente paro de pensar, pois mesmo sem você comigo agora, prefiro assim, não me arrependo de nada.
São tristes as manhãs que prometem mais um dia sem você, são tristes as noites longas que cumprem a promessa. Mas amor não se implora, não se pede, se tem por merecimento. E não tem como eu dizer: “ei, seu bobo, será que você poderia me olhar, pois estou aqui, esmagada, com a sua presença?” ou ate mesmo: “será que você poderia me abraçar como se estivéssemos caindo de uma ponte, porque eu estou no chão com a sua presença ?” nem mesmo poderia falar: “teria como me beijar como um beijo de final de filme, porque eu estou aqui, sem saliva, sem ar, sem vida com a sua presença?” Não, melhor não, definitivamente eu nunca poderia dizer isto, são coisas que não se falam. Ate porque, amor não se pede, é uma pena!
É uma pena correr sem ter algum lugar pra chegar. É uma pena ter o coração inchado de amar sozinha, olhos inchados de amar sozinha, ser apenas alguém que constroi sonhos sozinhos. Mas não posso ligar pra você e dizer: ”estou sofrendo aqui, vamos parar de estupidez de não amar e vem logo resolver meu problema? `` Mas amor não se pede, dá raiva eu sei.
Eu esperei você desviar o olhar para eu entender que estava indo embora, esperava um ultimo abraço para perceber que não mais sentiria a sua pele macia em meus braços. Mas agora, o que seria mais triste, continuar com o que não teve um começo? Por que acabou, se ao menos começou? Eu lamento, e só. Você não imagina o quanto eu amaria ter você aqui, agora. Parecia estar numa brincadeira que tem fim. Tem fim e teve fim. E eu estou aqui, cansada de ter brincado, mas querendo mais. Quero mais com você, e aí é o meu erro, preciso esquecer dessa brincadeira que sai perdendo. E sem alguma outra saída, eu fico bem, por apenas saber que você esta bem, eu gosto muito de você, e eu nem posso mais te amar!
É como se tirassem o gosto de um doce que você amava tanto, e depois você comesse cinco desses doces seguidos, pra ver se em algum momento o gosto volta. E no final, você fica mais triste, pois percebe que independe o numero de doces que você coma, o gosto jamais vai voltar.
É triste ter tanto amor querendo escrever uma historia, mas só escrevendo um texto. É triste saber que falta algo e saber que isso não se compra, não se substitui, não se esquece, nem ao menos se implora. Mas amor, você sabe, amor não se implora. Amor se declara e sabe de uma coisa? Você sabe, você sabe!
Eu sei o quanto é cansativo correr da dor, mas pra que parar e esperá-la? Não faz sentido. Vou correr até eu não aguentar mais, e nessa hora eu burlo cada súplica do coração para que eu pare e sofra um pouquinho, um pouquinho que seja para passar.
E para que vender tanto o meu corpo e tão pouco minha alma? Porque quero você comprando o que realmente quer e não enganando querer levar na promoção. Cansei de promessas de compra e das devoluções daquilo que você não queria. Cansei de expor minha alma se no fim tudo acaba. Então, está tudo aqui, a perna, a barriga, o rosto e o enorme buraco que me deixou. Cansei de idealizar um amor que não existe, um amor que não dura pra sempre, e só por isso já não é amor. E se “nada dura pra sempre” o amor não existe. E na verdade é que nada é inteiro porque até o inteiro para ser todo precisa ter seu lado vazio.


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Inverdades


Sabe-se que o mundo é feito de duas faces em que cada um tem o livre arbítrio para escolher sua verdade, ou qual lado agrada mais, mesmo este não sendo absolutamente correto. Pois se existem dois cominhos, nem sempre há um absoluto, assim como o amor só existe pelo ódio, a verdade não existiria se não houvesse a mentira.
A relação criada para a permanência de tais conceitos altamente antitéticos não justifica o uso da inverdade como forma de burlar regras ou atingir alguém com isto. A omissão dos fatos se faz necessária, em alguns casos, que podem ser bem vista ou aceitáveis como forma de preservar o próximo de alguma maneira. Porém, o uso excessivo da mentira cria a imagem de uma pessoa manipuladora, mitômana.
Assim, a verdade deve estar presente sempre que possível e necessário para que o mundo seja construído, ou reconstruído, com justiça, já que os atos humanos estão se tornando altamente corruptíveis e manipuladores. Este tipo de atuação pode ser explicada muitas vezes pela ciência, como um distúrbio causado por situações adversas, seja ela variando de problemas familiares até problemas psicológicos ou pela necessidade de autoafirmação.
A psique pode controlar atos e pensamentos , porém a falta da verdade consiste na baixa autoconfiança, na reparação de atos errônios ou até na desordem mental. Assim, o uso da mentira não se faz correto em detrimento da verdade, esta sempre permanecerá presente, seja ela buscada em qualquer um dos dois caminhos disponíveis, pois até dentro da própria mentira existe uma verdade.