quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Só minha

Como não posso ser (sua) única, tento estar nos extremos, ou em primeiro ou em último. Ser a primeira já não me foi possível, desde então procuro sempre ser a última.
Possessão? Talvez!  Mas acho que a questão mais significativa aqui é a exclusividade. Como não tenho tudo, pego a primeira parte, dizem que é a melhor, mas a última também me serve. Sabe aquela superstição: "não dê o primeiro nem o último biscoito, estes são seus,  não deixe que roubem seu namorado e sua felicidade" ?  Pois é, para mim, a felicidade é a mais importante, posso ver isto agora, e esta é a razão para querer ser a última.
Falta de caráter... Pra mim não é ter infidelidade (mesmo que ele a tenha), claro que não. Nem todos são fiéis o tempo todo, e por isso existe o pecado, e graças a Deus, o perdão. Mas ter o caráter é saber o que quer, deixar isso claro e tentar ao máximo não ferir alguém para conquistar sua felicidade. Pensa, basta apenas guardar o último biscoito.
Caráter é assumir as consequências, mesmo quando as suas atitudes não foram as mais corretas, ou foram as mais erradas. Falta de caráter é enganar, iludir, mentir e pior, com todos ao seu redor ao mesmo tempo. E a história do perdão? Ainda é valida? Perdoar é preciso, mas será que retira a mágoa e a tristeza causadas?
E então, uma enorme dúvida me aparece e , mantendo sempre a minha honestidade e o meu caráter (mesmo que, definitivamente, não sejam recíprocos), pergunto: e agora? Ser a última e comer o último biscoito é ter pra mim a minha felicidade,  ou  entregá-la para alguém que não sabe o que é tê-la?  Muito bom, aquele que um dia mentiu e esnobou ainda tem a incrível capacidade de roubar horas do meu dia. Mas o biscoito, o último biscoito, não dou a ninguém.

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