quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Irrevogavelmente amor


Um final de semana sozinha podia parecer sinonimo de diversão, mas não pra mim. Estava só, não havia ninguém comigo. E mesmo sendo por esse motivo incontestável, me doía saber que aquela solidão se transformará em algo constante e irrevogável.
Sim, as pessoas crescem e se afastam da família para cuidar do próprio futuro. Parece algo injusto, mas é indispensavelmente necessário. A saudade virá, e sei que o coração vai apertar, mas pensar em ficar do lado que quem se ama é egocêntrico, uma atitude possessiva que não se pode tomar nessa hora.
Apesar de parecer um mero sonho, este se concretizará em breve, com certeza, o peso da responsabilidade agora pesará mais do que nunca.
Eu pude perceber isso ao longo dos três dias, pois ter que pensar e agir como se estivesse me preparando para algo que vai acontecer, ela vai embora, isso já é certo, pode ser apenas adiado.
Essa dor, a dor da perda, reflete ao olhá-la e ver aqueles momentos, ruins ou bons, serão raros daqui a pouco. E mesmo os momentos ruins valem muito, pois são momentos ao seu lado, e é isso o que realmente importa, apenas estar ao seu lado.
Uma alma boa, uma pessoa boa, qualidades que sempre se destacaram, agora não me importam mais, chata, implicante, mandona ou não, quero que ela fique comigo, pois depois, às vezes que nos veremos serão tão inesquecíveis como agora.
Ela vai montar seu futuro sim, todos passam por esse momento, mas mesmo longe nunca deixará de estar ao meu lado, aliás, mais do que isso, dentro de mim. Porque, apesar de tudo, minha irmã sempre estará em meu coração e nada nem ninguém pode tirá-la daqui.

Para Bárbara - 06/2009

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